• Temer e aliados articulam “pacto” para barrar deputados que são contra a reforma em 2018

    Temer e aliados articulam “pacto” para barrar deputados que são contra a reforma em 2018

    Reunidos com Michel Temer neste domingo (3), dirigentes de partidos aliados discutiram com o presidente da República um “pacto” entre as legendas governistas para que nenhuma sigla aceite, na janela partidária de 2018, deputados que votarem contra a reforma da Previdência.

     

    Além disso, de acordo com o Blog da Andréia Sadi, colunista do portal de notícias da Globo, os presidentes dos partidos prometem priorizar com o fundo eleitoral os deputados que forem fiéis à proposta do governo de mudar as regras previdenciárias.

    Segundo informações apuradas pelo blog, a proposta de retaliação teria sido levantada pelo presidente do PTB, Roberto Jefferson, que prometeu, inclusive, fechar questão a favor da reforma da Previdência.

    Segundo relatos, Jefferson disse que tratará a “pão e água” os deputados que forem contra o projeto, segurando o fundo eleitoral.

    Partidos como PP, PSD e PRB – também presentes no jantar oferecido pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ) – se mostraram dispostos a aceitar a proposta de “fechar as portas aos infiéis” que quiserem trocar de partido em 2018, mas líderes ouvidos pela reportagem afirmam que o “pacto” só existiria se todos aderirem.

    Ainda de acordo com Andréia Sadi, o problema seria se o DEM e o PMDB – também presentes na reunião – não se comprometerem com a ideia, pois “inflariam” suas bancadas e aumentariam seu poder político.

    O presidente da Câmara afirmou aos aliados que, se todos os partidos toparem, o DEM também se compromete a não aceitar os deputados que votarem contra a reforma da Previdência.

    Em troca dos votos pela reforma da Previdência, deputados da base aliada estariam de olho em cargos de segunda e terceiro escalão – conforme informa o blog. Entretanto, o governo admite que, após as negociações para derrubar as duas denúncias contra Temer, não há muita margem de negociação.

    A discussão agora envolve uma espécie de pagamento a prazo: primeiro, os deputados entregam o voto e, depois, o Planalto redistribui os cargos daqueles que foram “infiéis”.